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sábado, 22 de outubro de 2011

Garoto atacado com facão está fora de perigo



Menino passa bem, apesar de estar ainda no CTI do Souza Aguiar. Criminoso que o atacou foi transferido para o complexo de presídios do Gericinó, em Bangu.
Está fora de perigo o menino Anderson da Silva, de 4 anos, atacado a golpes de facão na cabeça por José Alves Varella, de 55 anos, quando brincava na porta de sua residência, situada na Rua Pedro Honório do Nascimento, no bairro Monte Serrat. O crime comoveu vizinhos e moradores de Itaguaí devido a barbaridade com que foi cometido, e pelo despropósito e falta de motivos aparentes.
De acordo com o pai do menino, o mecânico Anderson da Silva, conhecido por todos pelo apelido de “Graxa”, ele está muito bem e se recuperando segundo os médicos, apesar de encontrar-se ainda no CTI (Centro de Tratamento Intensivo) pediátrico, do Hospital Miguel Couto, na Gávea, no Rio.  O garoto foi levado para lá por um helicóptero do Corpo de Bombeiros, que o transferiu do Hospital Municipal São Francisco Xavier, onde foi socorrido primeiramente, levado por três jovens que a tudo assistiram.
Quanto ao criminoso, que responderá na Justiça por tentativa de homicídio, ele foi transferido ontem, pela manhã, para o Hospital Psiquiátrico Roberto Medeiros, no complexo de presídios do Gericinó, em Bangu.
Atacado a facão
Anderson, que tinha completado 4 anos no dia anterior, brincava junto com outros coleguinhas na rua, bem perto ao portão de sua residência, quando foi atacado pelo vizinho num acesso de fúria. Armado com um facão de cortar mato, de 40 centímetros de comprimento, José Alves Varella desfechou vários golpes na cabeça da criança. O que mais estarreceu a quem assistia a cena é que a criança se ajoelhou e tentava se defender dos golpes com as mãos.
A mãe do menino, Aline do Nascimento Predes, tentou desarmar o criminoso e não conseguiu tamanha a fúria demonstrada por José que só parou quando Natália Oliveira da Silva Sagário, Débora Evelin Menezes de Araujo Gomes e Anabella Kaois interferiram e uma delas mandou que o criminoso parasse em nome de Jesus. José Alves estancou e foi para o portão de sua residência, no outro lado da rua, onde ficou parado com o facão na mão pingando sangue.
Os golpes chegaram a arrancar fragmentos do crâneo da criança, mas segundo os médicos, não atingiu profundamente o cérebro. Ainda de acordo com os médicos, o socorro feito ao menino foi fundamental para a sua sobrevivência.
Na delegacia, José Alves se mostrava apático e não queria falar nada, ao contrário de sua mulher, Elizabeth Bernardes Varella, que temia o pior: vingança por conta do que o seu marido tinha praticado. Ela contou que ele há seis meses vinha tomando remédios de tarja preta e aparentava estar acometido de esquizofrenia, e não sabia explicar a violência incontida já que as crianças tinham o costume de brincar ali e entrar na sua casa para brincar com o seu filho de 10 anos.
Segundo explicações de uma tia do menino atacado, Luzinete Brito do Nascimento, momentos antes da mãe da criança tinha conversado com o criminoso que não tinha demonstrado nenhuma alteração.
COLABORAÇÃO: JORNAL ATUAL

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