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terça-feira, 6 de agosto de 2013

“Aquilo não era pista clandestina”

DIREITO DE RESPOSTA

Praticante de voo livre, Hudson da Silva Loureiro, rebate crítica sobre suposta pista clandestina no Loteamento Frontal das Ilhas
 Praticante de voo livre há mais de 15 anos, Hudson da Silva Loureiro, popularmente conhecido como Peixe do Voo, rebateu as críticas de que existia discórdia por parte de moradores do Loteamento Frontal das Ilhas, em Coroa Grande, quanto à prática da atividade naquela região. Ele aproveita a ocasião para esclarecer algumas questões como, por exemplo, a de que teria construído uma pista clandestina de pouso e decolagem no local, e um hangar para abrigar as aeronaves. “Primeiro, nunca existiu conflito com os moradores. A grande maioria apoiava a iniciativa. O problema todo está sendo causado por apenas uma pessoa, que nem aqui vive, e é somente veranista”, enfatiza. “Quanto à pista clandestina que estão falando por aí, eu nunca fiz isso. Entretanto, o espaço eu classifico como uma área de lazer, onde eu reunia amigos nos finais de semana. Consiste num manguezal, onde a geografia favorece a prática de pouso e decolagem”, comenta, lembrando que no espaço haviam outras atividades como campeonatos de pipa, cães, bicicross e até cabo de guerra.
COBERTURA QUE servia para abrigar material de voo foi desativada (FOTO FRANCISCO LEÃO)
COBERTURA QUE servia para abrigar material de voo foi desativada (FOTO FRANCISCO LEÃO)
Outro ponto ressaltado por Hudson diz respeito à retirada, esta semana, de uma cobertura para abrigar o material de voo. A medida, de acordo com ele, foi uma determinação da Secretaria Municipal de Meio Ambiente. “Sim, foi uma ordem da secretaria para que eu retirasse o material de lá. Inclusive, recebemos a notícia com muita tristeza. Contudo, quero deixar bem claro que a máquina usada no serviço foi alugada por mim”, argumenta.
HUDSON LOUREIRO: era turismo e bom para o desenvolvimento da cidade (FOTO FRANCISCO LEÃO)
HUDSON LOUREIRO: era turismo e bom para o desenvolvimento da cidade (FOTO FRANCISCO LEÃO)
Quanto à prática de voo livre no município de Itaguaí, Hudson comenta que todos os praticantes sempre primavam pela segurança. “O material sempre estava com a manutenção em dia. O esporte não oferecia risco a ninguém, já que não voávamos em cima das casas”, assegura. “Aquilo era turismo. Era bom para o desenvolvimento da cidade. Pena que não teve incentivo. Há anos vinha batalhando sozinho para a sua disseminação. Infelizmente não tive apoio. Eu me sinto traído. Muita gente me elogiava no começo. Hoje, só restou muito desânimo”, completa.
Questionado sobre o que fará daqui para frente, já que está privado daquilo que mais gosta, voar, Hudson afirma que já tem um destino certo. “Agora vou voar na Fazenda Ribeirão, em Barra do Piraí”, conclui.

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