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terça-feira, 8 de outubro de 2013

Ônibus que ia do Centro para Campo Grande é assaltado na Avenida Brasil, e passageiros reclamam dos roubos constantes


O ônibus da empresa Pégaso, parado em frente à delegacia onde o caso foi registrado

Por volta das 16h, em um ponto no Caju, na Zona Portuária, três pessoas - duas delas aparentando ser menores de idade - embarcam no ônibus da linha 2336, que faz o trajeto entre o Castelo, no Centro do Rio, e Campo Grande, na Zona Oeste. Enquanto um deles aponta uma arma para o motorista, os outros (justamente os que parecem mais novos) caminham pelo coletivo, recolhendo pertences dos cerca de 60 passageiros. A cena, ocorrida nesta segunda-feira, é comum, dizem aqueles que dependem da linha operada pela empresa Pégaso.
Após contato pelo WhatsApp do EXTRA (21 9644-2163), o analista de rede Fábio Wood, de 33 anos, contou os momentos de tensão que viveu. Ele embarcou na Avenida Presidente Vargas e acabou cochilando. O rapaz foi acordado por outra passageira, que avisou sobre o assalto. Fábio até tentou esconder a mochila onde levava um notebook da empresa onde trabalha, mas acabou perdendo o aparelho, um celular e documentos, entre outros pertences.
- Eles fizeram tudo com o ônibus em movimento, e só desceram em Coelho Neto. Quando um dos assaltantes achou minha mochila embaixo do banco, tive que dizer que não era minha, para não pensarem que eu tentei enganá-los... Até porque ficavam o tempo todo ameaçando, fazendo pressão psicológica - contou Fábio.
Segundo o analista de sistemas Ricardo José Teixeira da Silva Júnior, de 39 anos, que também estava no ônibus, toda a ação durou cerca de dez minutos. Ele também relata as ameaças feitas pelos criminosos:
- É uma sensação horrível. Como eu não estava usando relógio, aliança ou cordão, eles desconfiaram, acharam que eu estava tentando esconder algo. Ficaram me pressionando. No fim das contas, perdi dois celulares - disse Ricardo, acrescentando: - Uma pessoa que estava do meu lado falou que já era a segunda vez que ela era assaltada.
Já Fabio descreve a inusitada cena ocorrida na 35ª DP (Campo Grande), onde cinco pessoas estiveram para registrar a ocorrência. De acordo com ele, os próprios policiais reagiram com a seguinte frase à presença dos passageiros: “De novo? Toda vez esse ônibus é assaltado”.
Antes da chegada à delegacia, contudo, as vítimas precisaram convencer o motorista do ônibus a levá-los para prestar queixa. Também segundo Fabio, o empregado da Pégaso disse que a determinação da empresa era que ele levasse o veículo de volta à garagem. O motorista teria dito, ainda, que a regra é só ir à delegacia quando o dinheiro pago pelas passagens também for levado pelos assaltantes.
- A gente ficou revoltado, né. Ele só aceitou ir à delegacia depois que a gente se exaltou. Por uma dessas, dá pra ver o descaso da empresa com os passageiros - criticou Fabio.



Leia mais: http://extra.globo.com/casos-de-policia/onibus-que-ia-do-centro-para-campo-grande-assaltado-na-avenida-brasil-passageiros-reclamam-dos-roubos-constantes-10289453.html#ixzz2h9hFLo8p

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